Jovens vêm dando seu recado nas ruas e nos palcos da COP26

Nas duas últimas semanas os olhos de todo o mundo estiveram voltados para Glasgow, na Escócia. Desde segunda-feira, 01/11, a cidade vem sediando a 26.ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP26, que se encerra nesta sexta-feira, 12/11.

Na esteira de nomes como Greta Thunberg, ativista sueca que se tornou um fenômeno internacional ao dirigir duras críticas aos governantes e líderes globais no tocante à falta de ação e compromisso no enfrentamento das mudanças climáticas, os jovens vêm protagonizando o evento e dando seu recado nas ruas e nos palcos da Cúpula do Clima. “Estamos aqui e não seremos ignorados”, proclamaram.

COP26

Marcha para o clima em Glasgow Green na COP26

E o Brasil está bem representado. Representando a população indígena, Txai Suruí, da etnia paiter-suruí, tornou-se a primeira indígena a discursar na abertura de uma conferência do clima e reivindicou espaço para a cultura a herança de seus antepassados, defendeu a biodiversidade e riqueza da Amazônia e exigiu a proteção dos líderes indígenas. “Não é em 2030 ou em 2050. É agora!”, disse.

Também representando os anseios das novas gerações brasileiras, um grupo formado por 12 jovens de 16 a 24 anos de oito estados do país entregou um manifesto exigindo, entre outros pontos, a educação climática como parte dos currículos de Educação Básica no Brasil, tanto no sistema público como privado. O documento é fruto da parceria entre o Fridays for Future e o Climate Reality Project Brasil.

Outro brasileiro presente é Luan Torres, estudante de arquitetura e Jovem Transformador Ashoka, que por meio de seu perfil na rede social Instagram (@luantorress) vem produzindo pílulas de vídeo contando sobre o ‘Climão de Glasgow’ e entrevistando outros jovens e ativistas presentes na conferência. Veja o terceiro episódio produzido por Luan, na íntegra, abaixo e os demais no canal no YouTube da Ashoka Brasil: