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A educação se fortalece quando abre espaço para práticas inclusivas. O uso de tecnologias tem crescido nesse contexto, possibilitando que novas maneiras de incluir estudantes com deficiência ou necessidades educacionais especiais tenham acesso ao currículo de forma significativa, especialmente com o apoio das salas de recursos.
Os professores da Escola Estadual Dr. Ângelo Mendes de Almeida, vinculada ao CIEBP, ministraram recentemente uma série de oficinas demonstrando como a tecnologia pode andar de mãos dadas com a criatividade e a intencionalidade pedagógica para promover inclusão e equidade.
Durante o planejamento, foram considerados os diferentes perfis de estudantes com deficiência, com foco em atividades que favorecessem a aprendizagem de forma acessível e significativa. Cada proposta busca desenvolver aspectos cognitivos e motores, além de contribuir para a melhoria da qualidade do ensino básico. O ponto de partida foi o conceito de DUA (Desenho Universal para a Aprendizagem), que defende a criação de objetivos, métodos, materiais e avaliações adaptáveis a todos os estudantes, com ou sem deficiência.
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As atividades foram inicialmente desenvolvidas para estudantes da rede pública estadual de São Paulo e aplicadas com estudantes que frequentam a sala de recursos da E.E. Dr. Ângelo Mendes de Almeida. O engajamento e o aproveitamento dos alunos foram significativos. Após a implementação, foi firmada uma parceria com a professora responsável pela formação em educação especial da URE (Unidade Regional de Ensino) Sul 1, da cidade de São Paulo (SP), para replicar as atividades com 150 professores de 90 escolas.
Com materiais de baixo custo e objetivos claros (desenvolvimento cognitivo, motor e social), as propostas podem ser adaptadas a diferentes realidades. Conheça a seguir as seis delas, que unem inclusão, intencionalidade pedagógica e uso de tecnologia. Todas acompanham plano de aula e orientações para replicação.
Autores: Gustavo Dal Farra Miguel Jorge e Luiz Henrique Egydio Negri Santos
Resumo: proposta acessível que introduz lógica e coordenadas cartesianas por meio da criação de imagens em pixel art com tampinhas coloridas. A atividade é tátil, visual e não exige o uso de computadores.
Indicado para: estudantes com deficiência intelectual, visual ou TEA (Transtorno do Espectro Autista).
Estratégia: lógica espacial, coordenação motora, expressão artística.
Etapas:
Dicas para replicação:
Autores: Lucas Bezerra de Alcantara e Adlai Daniel Ferreira Fonseca
Resumo: criação de um teclado musical com o micro:bit e dobradiças metálicas. Ideal para desenvolver coordenação motora fina, percepção auditiva e conceitos de programação e eletrodinâmica.
Indicado para: estudantes com deficiência motora ou intelectual.
Estratégia: acessibilidade, musicalidade, robótica prática.
Dicas para replicação:
Área: Prototipagem e Fabricação Digital
Autores: Julio Cesar Scagnolato e André Rodrigues da Silva
Resumo: atividade inspirada na metodologia ABA (Análise do Comportamento Aplicada), com tabuleiros físicos e pistas visuais para apoiar o processo de alfabetização de estudantes com TEA (Transtorno do Espectro Autista).
Indicado para: estudantes com TEA ou dificuldades de alfabetização.
Estratégia: pistas visuais, reforço positivo, autonomia progressiva.
Dicas para replicação:
Autora: Flaviane Mendes
Resumo: nesta atividade, os alunos interagem com cenários físicos montados sobre uma base com velcro ou cola, utilizando figuras móveis. Dessa forma, conseguem interpretar e construir narrativas mesmo sem domínio da leitura e da escrita.
O recurso principal é um tabuleiro de madeira, que, com o apoio de fita adesiva, palitos de churrasco, velcro e figuras temáticas, possibilita a criação de narrativas visuais e orais. Os elementos são fixados de maneira simples, permitindo que estudantes não alfabetizados expressem suas interpretações de forma concreta.
A proposta estimula a socialização de estudantes com TEA (Transtorno do Espectro Autista) e deficiência intelectual, promovendo o aprendizado de gêneros textuais, fatos históricos, contextualização geográfica, expressões artísticas e outros conteúdos curriculares de forma acessível.
Indicado para: estudantes com deficiência intelectual, TEA ou em processo de alfabetização.
Estratégia: narração oral, visualização de ideias, interdisciplinaridade.
Dicas para replicação:
Autores: Kellen Cristina de Lima Martiniano e Lais Lisboa Soares
Resumo: versão adaptada do dominó tradicional, com texturas, tamanhos ampliados e cores contrastantes, que estimula a coordenação motora, o raciocínio lógico e a socialização dos participantes.
Indicado para: estudantes com deficiência visual, TEA ou deficiência intelectual.
Estratégia: percepção tátil, raciocínio lógico, socialização.
Dicas para replicação:
Autores: Cristina Conceição Xavier e Katharine Oliveira
Resumo: unindo cultura digital e aprendizagem ativa, esta proposta utiliza animações em stop motion (ou animação quadro a quadro, é uma técnica que dá vida a objetos inanimados por meio de fotos sequencial) para que os alunos representem e interpretem informações visuais e gráficas. O recurso é desenvolvido com o uso do aplicativo Stop Motion Studio, que permite a criação de gráficos animados sobre o tema da poluição marinha.
Estudantes com deficiência visual constroem gráficos táteis com blocos e massinha, narram suas interpretações e produzem vídeos animados com recursos adaptados, favorecendo a compreensão de dados presentes em tabelas e representações gráficas.
Indicado para: turmas heterogêneas, incluindo estudantes com necessidades educacionais especiais.
Estratégia: análise de dados, expressão criativa, protagonismo estudantil.
Dicas para replicação:
Essas experiências mostram que a inclusão significativa não depende de tecnologias sofisticadas. Muitas vezes, pequenas adaptações, como uma textura, um som, um símbolo visual, são o que realmente garantem o acesso e a aprendizagem.
Mais importante do que o recurso tecnológico em si é a intencionalidade pedagógica: identificar as barreiras enfrentadas pelos estudantes e usar a tecnologia como ponte, e não obstáculo.
Dica prática: Escolha uma das atividades, adapte à sua realidade escolar e registre os resultados com fotos, vídeos ou depoimentos. Essa troca fortalece a rede entre educadores e inspira novas práticas inclusivas.
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