Inovação e Criatividade na Educação Básica

 Inovação e Criatividade na Educação BásicaA Inovação e Criatividade na Educação Básica é uma iniciativa do Ministério da Educação lançada em 2015. O objetivo é criar as bases para uma política pública de fomento à inovação e criatividade na educação básica.

Segundo o ex-ministro, a educação se divide em 3 pilares: quantitativo, em que todos devem estar na escola; qualitativo, ponto no qual o Brasil ainda precisa melhorar, e, por fim, o do ponto de vista de despertar interesse e gerar “alegria do saber”. Renato explica que foi justamente esta terceira atitude a razão do mapa.

“É impossível que todo conhecimento seja prazeroso, mas dentro dessa impossibilidade, basicamente o que eu queria dizer era que o MEC apoiava experiencias de uma nova educação por todo o Brasil, centrada na ideia da alegria e no prazer de conhecer”, afirma Janine Ribeiro. “Como também que a educação seja mais afinada com o mundo das pessoas – um ponto agudo principalmente no ensino médio”, diz em entrevista ao Movimento de Inovação na Educação.

Assim, o programa adotou os seguintes parâmetros como critérios para a Chamada Pública que mapeou a inovação na educação brasileira:

Gestão

Corresponsabilização na construção e gestão do projeto político-pedagógico: Estruturação do trabalho da equipe, da organização do espaço, do tempo e do percurso do estudante com base em um sentido compartilhado de educação, que orienta a cultura institucional e os processos de aprendizagem e de tomada de decisão, garantindo-se que os critérios de natureza pedagógica sejam sempre preponderantes.

Currículo

Desenvolvimento integral: Foco na formação integral, reconhecendo a multidimensionalidade da experiência humana – afetiva, ética, social, cultural e intelectual. Produção de conhecimento e cultura: Estratégias voltadas para tornar a instituição educativa espaço de produção de conhecimento e cultura, a partir das identidades do território, que conecta os interesses dos estudantes, os saberes comunitários e os conhecimentos acadêmicos e, com base nesta conexão, transforma o contexto socioambiental. Sustentabilidade (social, econômica, ecológica, cultural): Integração de práticas que promovam uma nova forma de relação do ser humano com o contexto planetário.

Ambiente

Espaço compatível com novas práticas educativas: Ambiente físico que manifeste a intenção de educação humanizada, potencializadora da criatividade a convivência enriquecedora nas diferenças. Ambiente acolhedor e solidário: Estratégias que fomentam um ambiente voltado para a aprendizagem, com estímulo ao diálogo entre os diversos segmentos da comunidade, a mediação de conflitos por pares, o bem-estar de todos, a valorização da diversidade e das diferenças, colaborando com a promoção da equidade.

Metodologia

Protagonismo do estudante: Estratégias pedagógicas que reconhecem os estudantes como participantes ativos em redes sociais e comunitárias, onde interagem, colaboram, debatem e produzem novos conhecimentos. Estas estratégias potencializam o uso que os estudantes fazem dos diversos recursos e tecnologias, inclusive as digitais, para ampliar suas interações e exercer sua autonomia. Personalização: Estratégias pedagógicas que reconhecem os estudantes em suas singularidades e garantem que todos possam aprender, de acordo com seus ritmos, interesses e estilos. Projetos: organização de projeto de interesse dos estudantes que impactem a comunidade e que contribuam para a sua formação profissional.

Intersetorialidade

Rede de direitos: Estratégias intersetoriais e em rede, envolvendo a comunidade, para a garantia dos direitos fundamentais dos estudantes, reconhecendo-se que o direito à educação é indissociável dos demais.