1º webnário: Educação inovadora se dá com participação de todos

O que é inovação na sua prática educativa? Em tempos em que as mudanças acontecem a todo momento e que novidades surgem a cada minuto, como é que a inovação acontece nas escolas, organizações educativas, na prática do educador?

Para debater e refletir sobre essas e outras questões relacionadas à inovação na educação foi realizado, em 20 de junho, o 1º Webinário do Movimento Inovação na Educação, rede de iniciativas de educação e especialistas da área que busca apoiar as organizações voltadas para a educação básica brasileira que inovam em seus projetos políticos pedagógicos.


 

“(…) A gente mostrou a São Paulo que era possível mudar a escola pública. Fomos construindo uma rede de parcerias, não só de instituições, mas da própria comunidade” (Ana Elisa Siqueira, diretora da  Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Desembargador Amorim Lima)


 

Convidadas a refletir sobre suas práticas, Ana Elisa Siqueira e Eda Luiz, diretoras da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Desembargador Amorim Lima e Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (CIEJA) Campo Limpo, respectivamente, mostraram que o projeto inovador das escolas onde trabalham se deu a partir da participação da comunidade.

“Desde 2003 começamos um projeto de mudança na escola. O que foi muito importante para nós foi trazer a comunidade para a escola. Só assim pudemos ver o sentido da escola. Sem sua participação, o projeto de mudança escolar não se sustentaria até hoje”, disse  Ana Elisa Siqueira.

Ela continua: “ Depois que a comunidade estava na escola, pensamos como seria a cara da escola do ponto de vista pedagógico, trouxemos a cultura brasileira, pudemos pensar nossa história, como somos, o que nos faz iguais e diferentes…A partir do momento em que a gente possibilita a mudança na escola, muitas pessoas vieram para a escola e a gente mostrou a São Paulo que era possível mudar a escola pública. Fomos construindo uma rede de parcerias, não só de instituições, mas da própria comunidade”, explicou.


 

“O bairro onde está a escola era um dos mais violentos do mundo. O que transformou isso foi ter uma escola de portas abertas para a comunidade” (Eda Luiz, diretora  do e Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (CIEJA) Campo Limpo)


 

De acordo com Eda Luiz, o Cieja seguiu o mesmo percurso: “Há 20 anos tínhamos o desafio de atender aqueles que já não se sentiam contemplados com a escola. Iniciamos uma gestão de corresponsabilidade e escuta para pensar que escola podemos construir juntos. Na escola, o currículo é pensado e supervisionado coletivamente, com a escuta de todos”, contou.

Segundo ela, a escola pública tem que receber a todos. “O bairro onde está a escola era um dos mais violentos do mundo. O que transformou isso foi ter uma escola de portas abertas para a comunidade. A escola pública tem que ser pública realmente, estar aberta e receber a todos”, afirmou.

Além das diretoras, participaram do encontro virtual Helena Singer, da Ashoka, Mila Tonarelli Gonçalves, da Fundação Telefônica Vivo, Raquel Coelho, da Associação Cidade Escola Aprendiz. As três organizações são as responsáveis pela realização do Movimento Inovação na Educação.

O evento também contou com a presença de diretores, especialistas da área e representantes das iniciativas que estão no Movimento, que apresentaram suas experiências e trouxeram questões sobre o tema por internet e presencialmente.

O encontro teve o apoio do Instituto Singularidades, que ofereceu o local e a infraestrutura necessária para a realização do webinário.


 

Plataforma Movimento de Inovação na Educação

Esse foi o primeiro de três webinários planejados para acontecer em 2018. Na ocasião, também foi apresentada a plataforma Movimento de Inovação na Educação.

A ser lançada para o público geral em agosto deste ano, a plataforma vai reunir todas as iniciativas que fazem parte do movimento, produzir e divulgar notícias, publicar estudos e pesquisas, além de oferecer cursos on-line para fortalecer o movimento.

Atualmente ela está sendo construída coletivamente com todos os integrantes do movimento. Até seu lançamento, ela recebe sugestões de conteúdos, relatos de práticas, entre outros materiais da rede para ser aprimorada.