O Mapa de Inovação e Criatividade e a “alegria do saber”

O novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, fala à imprensa após cerimônia de transmissão de cargo, no ministério (Valter Campanato/Agência Brasil)

Renato Janine Ribeiro foi ministro da Educação do Brasil entre abril e setembro de 2015

Movimento de Inovação na Educação apoia organizações voltadas para a educação brasileira que inovam em seus projetos políticos pedagógicos. Neste sentido, o MIE retoma o Mapa de Inovação e Criatividade elaborado pelo Ministério da Educação em 2015 e acrescenta a ele outras iniciativas.

Elaborado à pedido do então ministro Renato Janine Ribeiro, o mapa contava com 138 organizações reconhecidas como inovadoras. Além disso, mais 40 também foram reconhecidas pela qualidade de seus projetos para inovação, mas ainda em fase de desenvolvimento. Essas instituições integram hoje a rede Inovação e Criatividade na Educação Básica, parceira do MIE.

Mapa da Inovação e Criatividade na Educação Básica, do MEC. Créditos: divulgação

Mapa da Inovação e Criatividade na Educação Básica, do MEC. Créditos: divulgação

Segundo o ex-ministro, a educação se divide em 3 pilares: quantitativo, em que todos devem estar na escola; qualitativo, ponto no qual o Brasil ainda precisa melhorar, e, por fim, o do ponto de vista de despertar interesse e gerar “alegria do saber”. Renato explica que foi justamente esta terceira atitude a razão do mapa.

“É impossível que todo conhecimento seja prazeroso, mas dentro dessa impossibilidade, basicamente o que eu queria dizer era que o MEC apoiava experiencias de uma nova educação por todo o Brasil, centrada na ideia da alegria e no prazer de conhecer”, afirma Janine Ribeiro. “Como também que a educação seja mais afinada com o mundo das pessoas – um ponto agudo principalmente no ensino médio”, diz em entrevista ao Movimento de Inovação na Educação.

Assim, o objetivo foi comunicar à sociedade que inovar na educação é importante e pode ser o caminho para universalizar o acesso à escola e garantir a qualidade na aprendizagem.

 

 

Sobre inovação e igualdade de oportunidades: “O combate à desigualdade vai acontecer por dois caminhos: em primeiro lugar é garantir que escolas públicas tenham espaço criativo. Caso contrário, vamos vamos ter escolas criativas somente para a elite. Em segundo lugar: uma educação criativa tem que ter valores éticos. Eu não acredito em projeto educacional  que não torna as pessoas sensíveis aos valores de igualdade de oportunidades”, Renato Janine Ribeiro

Inovação e criatividade

O ex-ministro explica que inovação na educação tem dois significados. Um deles é o tradicional do termo, ligado a ciência e tecnologia, no sentido de introduzir elementos tecnológicos. No entanto, para ele, inovar na educação é pensar em novas formas de educar.

Leia também entrevista do MIE com Helena Singer em: Inovação como contraponto à retirada de direitos sociais

“Para mim, o que faz sentido nas formas inovadoras de educação é, antes de mais nada, resgatar aos educandos, sobretudo crianças e adolescentes, o prazer de se conhecer coisas novas -algo que acaba ficando somente na primeira infância “, diz. “Até por isso fiz questão de colocar o termo ‘criatividade’ no mapa, pois é complementar à inovação”.

No vídeo a seguir, feito para a campanha Escolhi Transformar, Renato Janine Ribeiro explica a criação do Mapa de Inovação e Criatividade:

Tem muita gente boa querendo transformar a escola para que os estudantes valorizem mais o conhecimento e tenham alegria em aprender. Renato Janine Ribeiro, grata por aceitar o desafio e apoiar a mobilização Escolha Transformar: https://escolhatransformar.org.br/#escolhatransformar#escolhitransformar

Posted by Anna Penido on Friday, November 23, 2018

 

 

Linha do tempo do Mapa de Inovação e Criatividade

2015: Um grupo de trabalho nacional, com subdivisões que abrangiam todos os Estados, composto por  104 pessoas – ligadas a universidades, organizações sociais, centros de pesquisa, órgãos de governos e escolas – delinearam os critérios para o reconhecimento de escolas e outras organizações que inovam na educação no país. Como resultado, 138 organizações foram reconhecidas como inovadoras e 40 foram reconhecidas pela qualidade de seus projetos para inovação, ainda em fase de desenvolvimento.

2016: o Departamento Nacional do Serviço Social do Comércio (SESC) organizou dois encontros do GT Nacional. Ali, se define uma estratégia para a articulação das organizações e dos GTs Regionais, além de outros agentes interessados.

2018: reunindo esforços, Ashoka, Cidade Escola Aprendiz, e Fundação Telefônica Vivo retomam o Mapa de Inovação e Criatividade elaborado pelo Ministério da Educação e acrescentam a ele outras iniciativas, reconhecidas por estas mesmas organizações em uma nova plataforma e reúne novamente as pessoas que participaram do GT Nacional. Decide-se então pela criação do Movimento de Inovação na Educação.