Inspirado na Escola da Ponte, projeto Rede Gaia Escola forma educadores para mediação

A Rede Gaia Escola incentiva a aprendizagem pelo desenvolvimento de projetos. Sua missão é unir, preparar e apoiar educadores interessados em fazer a transição do modelo tradicional aprendizagem para a prática da mediação educativa.

Hoje, o projeto conta com 43 núcleos, com 106 pessoas formadas e outras 150 em processo de “transformação”.

A iniciativa parte do trabalho da EcoHabitare Projetos, cuja abordagem tem como base as ideias do educador José Pacheco, idealizador e ex-diretor da Escola da Ponte, em Portugal. O educador é também um dos articuladores do Movimento de Inovação na Educação.

Pacheco promoveu, a partir da segunda metade dos anos 1970, grandes mudanças na Escola da Ponte. A divisão por classes, séries e disciplinas foi eliminada, e os próprios estudantes desenvolviam o que gostariam de aprender. Dessa forma, eles passaram a formar grupos para aprender temas de interesse comum, de forma autônoma. Ao final, apresentam os resultados e avisam quando podem ser avaliados.

Rede gaia e a mediação para transformar educação

O projeto conta com a experiência na área ambiental da arquiteta Cláudia Passos Sant’Anna, também articuladora do MIE.

“O objetivo é agregar pessoas incomodadas com o sistema, que vêem a educação como caminho para a mudança. Além disso, pessoas que estejam dispostas a se ressignificar como indivíduos e como profissionais”, diz Cláudia.

Cláudia faz parte do grupo articulador do Movimento de Inovação na Educação. Conheça os objetivos e o que esse movimento entende por uma educação inovadora.

Há também no Movimento de Inovação na Educação, três iniciativas que fazem parte da Rede Gaia. Conheça cada uma delas: Projeto Âncora, Escola Inkiri e EMEF Desembargador Amorim Lima.

Os Núcleos de Projetos de Transformação da Rede Gaia Escola podem estar ligados a escolas públicas, particulares ou comunidades de aprendizagem. Há iniciativas em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina, Mato Grosso, Ceará, Amazonas, Bahia e no Distrito Federal. Entre os envolvidos há professores, educadores e pais.


Leia a reportagem completa, publicada no Portal Porvir.