Escola fortalece aprendizagem de estudantes por meio das redes

Uma das integrantes do Movimento de Inovação na Educação, a Escola Sesi Eraldo Giacobbe, de Pelotas (RS) tem desenvolvido metodologias e práticas para alunos do Ensino Médio Integral com o apoio de redes e troca de experiências com universidades, professores, estudantes e comunidade.

Atividade com alunos do Ensino Médio da escola Escola Sesi Eraldo Giacobbe

Alunos e educadores durante debate na Escola Sesi Eraldo Giacobbe. Crédito: Divulgação.

“A educação e as escolas não conseguem subsistir se não houver troca. Por mais que a gente possa construir coisas muito legais, é na troca de experiências, é na interlocução, são nas vivências de espaços diferenciados que a gente vai conseguindo fazer outros olhares e ampliar as possibilidades que nós já temos ou então fazer mudanças de rotas”. É o que afirma Sônia Elizabeth Bier, gerente da área de Educação do Serviço Social da Indústria (Sesi) no Rio Grande do Sul, ao tratar da importância da inovação para garantia de uma educação de qualidade.

Sônia Elizabeth Bier está à frente da instituição desde 2013, dois anos antes de a Escola Sesi Eraldo Giacobbe, localizada em Pelotas (RS), ter sido destacada pelo Ministério da Educação como uma das iniciativas inovadoras na educação brasileira.

Redes Parceiras

Ao trabalhar com o Ensino Médio Integral focado em metodologias e práticas que desenvolvam projetos relacionados a temas da atualidade, à tecnologia, à ciência e à arte, a escola, segundo a gerente, tem conquistado bons resultados e reconhecimento principalmente pelo o trabalho articulado a redes.

“Em 2013 realizamos um diagnóstico da escola e, no ano seguinte, desenvolvemos um trabalho com os professores que estavam chegando, os alunos e a comunidade escolar no sentido de aprimorar nossas ações. Tem sido um processo constante que gerou uma série de articulações: as universidades, os consultores, a comunidade, os empresários. Todas as pessoas envolvidas com a comunidade começaram a trabalhar no processo de construção da escola”, explica.

Aprendizagem

Tendo a contextualização e a interdisciplinaridade como princípios, a iniciativa desenvolve suas ações para que o estudante, ao longo dos três anos do Ensino Médio, possa descobrir, criar e inovar. “Nós partimos do princípio de que é muito importante conhecermos o contexto dos nossos alunos. Quando eles ingressam na escola, além de eles fazerem uma entrevista para identificarmos quais são seus sonhos e projetos, a gente olha também para o contexto social da qual ele pertence, a escola da qual fez parte”, conta Danielle Rockenback, coordenadora da área de Gestão de Aprendizagem da instituição.

“A gente sabe nunca está pronto, porém é importante que a gente saiba que outros também não estão prontos e que só conseguimos avançar em conjunto” (Sônia Elizabeth Bier)

Jovens do Ensino Médio desenvolvem atividade

Alunos do Ensino Médio durante atividade na Escola Sesi Eraldo Giacobbe. Crédito: Divulgação.

Dessa forma, além do planejamento de atividades a partir de situações-problema, solucionadas em equipe e da proposição de projetos, há momentos específicos para os “estudos de reconstrução”. Neles, por meio de um processo de avaliação contínua, são propostas atividades variadas, diferentes das apresentadas até o momento, considerando os vários níveis de aprendizagem dos estudantes.

“A escola faz uma interface e dialoga com as culturas juvenis. Tudo isso faz com que os jovens tenham um sentimento de pertencimento da escola, faz com que ele sinta que a escola é dele e feita para ele. Isso faz com que isso contribua muito para a sua aprendizagem”, explica Danielle.

Ainda que os estudantes tenham conquistado bons resultados em sua aprendizagem, Sônia afirma que o ensinar e aprender é um processo. “A gente sabe nunca está pronto, a gente sabe que nunca está pronto. Porém, é importante que a gente saiba que outros também não estão prontos e que só conseguimos avançar em conjunto, não em busca de um ponto final, mas de uma crescente de transformação”, afirma.

Vídeo – Escola Sesi Eraldo

Conheça um pouco mais sobre o trabalho da escola na reportagem feita pela TV Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul.

 

No movimento e em movimento

A iniciativa também é uma das mais de cem que integram o Movimento de Inovação na Educação. “Estamos no Movimento porque entendemos que ele é de uma assertividade tão importante que é o de poder colocar todo mundo em articulação com as redes. Mas, colocar todo mundo em rede não significa apenas se conhecer, é preciso se movimentar, andar junto, tem que se transformar”, ela diz.

Para ela, é preciso que cada iniciativa, cada educador que esteja no movimento se deixe tocar pelas múltiplas experiências e, a partir disso, redesenhe suas propostas, dialogue. “Não é só conhecer para comparar: ‘ah, isso eu faço, aquilo eu não faço’. Mas é conhecer e ver o que determinada experiência diz de mim, do que eu faço, e como eu posso crescer com isso, como eu ajudo o outro. O movimento é o movimento de estar pensando, colaborando e crescendo juntos”.

Atualmente, o Movimento de Inovação na Educação possui mais de cem iniciativas, sendo escolas e organizações sociais educativas, que transformam a educação por meio de metodologias e práticas inovadoras. Conheça cada uma dessas iniciativas. 

*fonte: Plataforma Movimento de Inovação na Educação